O processamento sensorial atípico é uma das características centrais do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estima-se que entre 69% e 95% das pessoas autistas apresentam diferenças significativas na forma como percebem e respondem a estímulos sensoriais.
O espectro da sensibilidade
As diferenças sensoriais no autismo não são uniformes. Algumas pessoas são hipersensíveis (overresponsive) — sons cotidianos podem ser dolorosos, texturas de roupas insuportáveis Outras são hiposensíveis (underresponsive) — buscam ativamente estímulos intensos para alcançar um estado de regulação. Muitas pessoas apresentam um perfil misto, com hipersensibilidade em alguns sentidos e hiposensibilidade em outros.
A autorregulação sensorial é a capacidade de modular as próprias respostas aos estímulos do ambiente. Para pessoas autistas, ferramentas sensoriais bem projetadas funcionam como uma ponte entre o mundo interno e o externo.
Ferramentas sensoriais projetadas com a calibração correta permitem que a pessoa autista tenha controle sobre a intensidade e o tipo de estímulo que recebe — algo que raramente é possível no ambiente natural, repleto de estímulos imprevisíveis e muitas vezes avassaladores.
